Mais de uma luz
Nunca me julguei capaz de ser aquele pretensioso agente transformador da forma como alguém decide ver a vida - nem quero. Gosto da minha insignificância, da minha ingenuidade e do silêncio que ecoa em mim como um grito.
O livro que ilustra esse post fez parte das minhas leituras de abril. E me ensinou tanto que hoje decidi tirá-lo da estante para reler os trechos que marquei cuidadosamente com pequenos adesivos coloridos.
A segunda marcação me remeteu ao sentimento que tenho visualizado nos últimos dias: o apego ao ódio, a ausência de responsabilidade coletiva e a falsa equivalência de trajetórias e intenções tão discrepantes.
Decidi compartilhá-la aqui em meu perfil não para que ela se tornasse uma mensagem revolucionária ou de ruptura. Ao contrário, simplesmente para que ela se apresentasse como um convite à reflexão dos indecisos.
O último domingo de outubro, você sabe, será um marco em nossas vidas tal qual uma linha imaginária que divide um território compartilhado.
Linha que separará insensatos de perspicazes, isentos de espertos, incautos de cautelosos.
Eu já decidi de que lado vou ficar, mas se você ainda tiver dúvidas, se estiver se sentindo perdido nessa poluição imagética de discursos, me mande uma mensagem inbox.
Um retumbante não ao fanatismo é a melhor resposta para uma indecisão. Se for regado a um bom e velho cafezinho, fica melhor ainda!
(...)
